Num texto recente escrevi um pouco sobre o conceito de Cisne Negro, tal como explicado por Nassim Nicholas Taleb em seu livro homônimo. Relembrando: um cisne negro é um evento altamente improvável, de fortíssimo impacto e fácil de explicar depois que acontece.
Até o século 17, a expressão era usada como metáfora para algo que não existia - porque tais aves são originárias da Austrália, país que só foi descoberto em 1697. Era como o equivalente a "falso como uma nota de R$ 3,00".
Continue lendo "A importância do Cisne Negro" »

É aqui que estão suas esperanças?
Um dos momentos mais dramáticos da viagem de Ernest Shackleton à Antártida é quando o navio Endurance afunda, deixando seus 28 tripulantes abandonados à própria sorte, no início do século passado.
Planejada para atravessar o continente antártico à pé, em 1914, a ambiciosa expedição transformou-se numa desesperada luta pela sobrevivência, no instante em que o navio foi definitivamente aprisionado pelas gigantescas placas de gelo do Mar de Weddell.
Continue lendo ""Perdemos o nosso navio"" »
Um dos mais arraigados - e abomináveis - hábitos na cultura nacional é a resistência em dizer não a alguém que não é escolhido em algum processo seletivo. Seja escolhendo um candidato para uma vaga, ou uma firma para a execução de um serviço, a empresa comunica ao vencedor o resultado e, de forma recorrente, ignora os demais.
Uma prática grosseira e que mostra pouca consideração com quem se dispôs a trabalhar ao seu lado.
Continue lendo "A decência do Não" »
Muita gente me pergunta qual o perfil do Líder Ideal. Se é alguém rígido ou flexível; introvertido ou extrovertido; racional ou emocional; exigente ou condescendente; individualista ou generoso?
Minha resposta a tal pergunta é sempre a mesma: não existe tal coisa, como um líder ideal. Existe o líder certo para a situação certa.
Continue lendo "O Líder Ideal" »
Certa vez li um experimento muito interessante sobre a forma como pessoas avaliam os fracassos de uma empresa. Nele, os voluntários recebiam a descrição de uma companhia fictícia, que acabara de passar por um ano difícil em suas operações, apresentando resultados abaixo do resto do mercado.
A pesquisa recaía, então, sobre a maneira como cada uma das empresas explicava o que havia acontecido: metade dos participantes recebia a parte do relatório anual de performance justificando o fraco desempenho com fatores ambientais, isto é, recessão da economia, concorrência asiática, queda nas margens e outras criativas formas de tirar o seu da reta.
Continue lendo "As ações da sua vida" »